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20 ago 2019

A Situação do ramo de Transporte de Cargas no Brasil

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A situação de segurança da cadeia de abastecimento no transporte de cargas no Brasil é muito complexa, devido ao gigantismo do país e a 65% do transporte estar baseado no modal rodoviário. Um exemplo da situação está no agronegócio, com produção concentrada no Centro-Oeste. Boa parte dos produtos têm como destino o mercado externo e precisam cruzar grandes distâncias para conectar-se com portos internacionais.

Empresas contratadas para diversas funções na cadeia de abastecimento e clientes finais se queixam da eficácia do processo (aqui é legal deixar mais claro de que processe se trata). Essa diferença aparece quando ocorre um sinistro ou mesmo na auditoria dos fornecedores de tecnologia e monitoramento de cargas.

A característica continental na cadeia de fornecimento e, muitas vezes, a quarteirização dos serviços de transporte, fazem com que parte da operação não tenha a mesma segurança protecional da viagem principal. Uma das melhores formas para certificação deste processo pode ser, portanto, a auditoria preventiva dos serviços contratados.

Por força de contrato dos embarcadores ou das apólices de seguros, empresas de transporte contratam seus serviços de segurança, monitoramento e rastreamento. Ou mesmo constroem, dentro de suas estruturas, células de gestão de riscos. Muito se investe nesses processos, seja terceirizando segurança ou contratando especialistas, mas por que em alguns casos roubos e desvios ainda ocorrem?

Existem roubos reais que acontecem mesmo com todas as ferramentas funcionando.

Identificamos, nas auditorias de sinistros, falhas básicas que poderiam ter sido tratadas por uma ação de auditoria preventiva. Muitas dessas falhas resultam de contratações que têm o preço como principal critério, ou seja, pela compra de serviços em que a oferta mais barata ganha a concorrência e a qualidade do serviço do prestador acaba não sendo adequada ao risco da operação.

Outros sinistros ocorrem por uma falha processual, quando há falta de validação de alguma das partes. É o caso do cumprimento da exigência de isca de carga dentro dos veículos transportadores, mas sem bateria suficiente para todo o trajeto.

O cliente embarcador contrata um transportador especializado e inclui, no contrato, as exigências mínimas de segurança e gerenciamento de riscos. O transportador contrata serviços de segurança e gerenciamento de riscos e, na sua ótica, realiza um trabalho de excelência. Essas empresas carregam em seus CNPJs uma história de sinistralidade e seriedade. Aqueles que creem que segurança é importante acabam tendo menos eventos de sinistro, mas os que ainda não carregam o tema em seu negócio transferem o risco para as seguradoras.

Outro exemplo é a contratação por clientes de ferramentas de segurança com enfoque de prevenção de roubo. Mas a carga chega com dano, avaria ou mesmo pode contribuir com um acidente rodoviário. Trata-se de um processo natural, em que há cuidado com o maior risco, mas surge outro que ainda não monitorado, como a falta de amarração adequada em máquinas e equipamentos.

Em uma situação específica, acompanhei um cliente de motores para fábrica de automóveis. Os produtos eram transportados sobre racks dimensionados para os motores que viajavam direto para a linha de produção dos veículos. Descobrimos a forma de transporte somente depois de um acidente. Os racks em que os motores viajavam não eram intertravados ou mesmo amarrados ou parafusados no chassi do veículo transportador. Uma das viagens terminou com alguns dos motores atirados no meio da rodovia por falta de amarração correta.

Os caminhões eram do tipo “sider”, que facilitam o processo de carregamento e descarregamento dos produtos, mas não trazem a segurança aos itens transportados. Quando visitamos a linha de montagem dos motores, vimos excelência de qualidade nos processos de fabricação, embalagem, empilhamento, conservação, limpeza e cuidados com os motores. Mas faltou o mesmo cuidado com a carga sobre o veículo transportador terceirizado.

De acordo com institutos de seguros europeus e americanos, 70% dos sinistros, acidentes ou avarias nos transportes de carga podem ser evitados com ferramentas efetivas de gerenciamento de riscos. Vistoria e auditoria dos processos logísticos são ferramentas muito importantes no processo de prevenção.

Enfim, verificamos que muitas empresas cuidam de seus ativos dentro das fábricas, dos centros de distribuição e de transportadores. Ao longo da cadeia de abastecimento, encontramos oportunidades de melhorias dos processos por meio de visitas, vistorias, processos de auditoria ou mesmo na simples verificação dos sistemas de segurança.

Sobre a Risklog

A Risklog, empresa de consultoria e auditoria em riscos, deu início a suas atividades em 2016, atendendo a empresas de diversos setores, principalmente por meio de vistorias de riscos, análise de processos e acompanhamento de clientes. Aprendemos com os clientes como contribuir para que atinjam seus objetivos com mais sucesso.

Os principais serviços são treinamentos, visitas técnicas e assessoria continuada. Conheça mais pela nossa página http://risklog.com.br/.

Sobre o autor

Luis Vitiritti é consultor e auditor de riscos desde 1999. Estudou Administração com ênfase em Comércio Exterior, trabalhando na área até de ingressar no segmento de riscos e seguros. Possui MBA em Riscos e Seguros pela ENS, além da certificação ALARYS de Riscos e Seguros na América Latina. Realizou mais de 2.000 visitas técnicas para conhecer os clientes, seus cenários e ajudá-los a minimizar suas exposições.

Contato

Luis Vitiritti, AIRM, MBA

Consultor e auditor de riscos

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