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28 jan 2020

Afinal, o que é a Logística 4.0?

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O termo Logística 4.0 surgiu a partir da noção de Quarta Revolução Industrial e foi usado pela primeira vez, em abril de 2013, na Feira de Hannover, na Alemanha. De lá pra cá, ele tem sido bastante discutido no mercado, principalmente devido às mudanças da Indústria 4.0
Mas, afinal, o que é a Logística 4.0? O termo pode ser compreendido como a reestruturação dos processos e atividades logísticas de acordo com as mudanças vindas da transformação digital no mundo de negócios, já que se tornou possível a utilização de tecnologias voltadas à conectividade e ao uso inteligente da informação.
É importante destacar que estas mudanças não foram planejadas pelas empresas, mas foram resultado das novas maneiras de consumo e demandas, que mexeram com a cadeia tradicional. Como exemplo, os novos caminhos percorridos pelos canais de venda e novas formas de compras, o que fizeram com que o setor de Logística repensasse as formas de processos, levando em conta a flexibilidade a agilidade.
Como olhar para a Logística 4.0 na prática? Para isso, é preciso entender que a tecnologia é o principal caminho para atingir as readequações necessárias, uma vez que contribui para a criação de soluções através do uso inteligente dos dados gerados na cadeia de valor da logística, permitindo, assim, que o empresário alcance novas realidades em seu negócio, como a previsibilidade de demandas, nivelamento de estoques, análises preditivas de manutenção de frota e otimização de toda a malha.
Atualmente, o mercado brasileiro precisa de um pontapé para evoluir rumo às possíveis adequações oferecidas pela Logística 4.0. Um primeiro passo é enxergar que estamos falando de presente e não de futuro e pensar na inovação frente à concorrência, apostando no desenvolvimento de profissionais com visão analítica, a fim de potencializar os resultados, que podem ser apurados com conceitos de Big Data* e Cloud Computing**.
É importante lembrar também que os efeitos da Logística 4.0 não são apenas tecnológicos, mas também culturais, envolvendo treinamentos e capacitação.

Grupo de Logística 4.0 vai unir tecnologia e capacitação humana
Por tratar-se de uma área abrangente e que lida diretamente com o setor da Saúde, a Logística Farmacêutica precisa estar intimamente ligada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que exige regulações, como a Consulta Pública (CP) 345, que demanda das empresas a busca por readequações.
Pensando nisso, a Associação Nacional de Farmacêuticos Atuantes em Logística (Anfarlog) se prepara para contar com um novo grupo de discussão, o Grupo de Logística 4.0, que tem como principal propósito falar sobre a união da tecnologia e capacitação humana, atividade indispensável para o sucesso e eficácia dos negócios.
De acordo com a coordenadora responsável pelo grupo, Sharon Godinho, é possível observar, atualmente, uma dificuldade na integração de informações quando o assunto é a Logística 4.0, embora fale-se muito sobre o processo de trabalho.
“É preciso lembrar, por exemplo, que a Logística 4.0 envolve pessoas no seu processo, não apenas ferramentas, por isso a formação deste grupo que surgirá para abordar a necessidade humana associada à tecnologia”, explicou a farmacêutica, que prevê como atividade da equipe investir em treinamento capital humano e gestão de lideranças.
‘Vamos contribuir com o desenvolvimento das pessoas e mostrar que é preciso contar com profissionais que estejam adequados à realidade do dia a dia e do investimento”, declarou Godinho, que justificou a falta de opções para obter este tipo de formação.
“Queremos discutir esta questão dentro da associação, trabalhando de forma séria e técnica, seguindo a regulamentação e ao mesmo investindo nesse outro lado, pois sem treinamento não há manutenção de conhecimento”, disse.
Block Chain é caminho para descentralizar garantindo Segurança
Uma das responsabilidades da Logística Farmacêutica na prática é possibilitar a chegada de um medicamento a destinos como hospitais, por exemplo. A contratação de uma empresa da área acontece para facilitar o estoque e garantir a segurança do produto. Por isso, é importante elaborar sua gestão de trabalho conforme as normas vigentes.
Algumas tecnologias disponíveis nos dias de hoje colaboram com a agilidade deste processo, como a Block Chain, que visa a descentralização como medida de segurança. A medida nada mais é do que bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem, criando consenso e confiança na comunicação direta entre duas partes.
Para Sharon Godinho, falar de Block Chain é permitir a integração das informações de uma maneira tecnológica, que possibilita acompanhar um pedido em todas as pontas por meio de um sistema. “A Block Chain nada mais é que a capacidade de pegar a informação desde o pó primitivo do produto até sua chegada na mão do consumidor”, garante.
Entre tantas funções, a ferramenta permite, por exemplo, encontrar o momento exato das falhas durante um processo ou então prever efeitos colaterais provocados por falhas no lote da matéria prima. “A Block Chain permite a rastreabilidade do início ao fim, oferecendo informações por meio de código de barras e conectando-se às questões da Anvisa”, defende a profissional.

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